Canva lança o Craft, sua própria IA para criar imagens e artes

Novo modelo do Canva planeja o design antes de gerar a imagem, promete textos legíveis e já está liberado para todos os usuários. Veja como usar.

Por Redação Plugado News · · 3 min de leitura
Canva lança o Craft, sua própria IA para criar imagens e artes
Foto: VFS Digital Design (CC BY 2.0), via Flickr

O Canva, aplicativo de design usado por milhões de brasileiros para fazer posts, convites, currículos e apresentações, lançou seu primeiro modelo de inteligência artificial próprio para criar imagens. Batizado de Canva Craft, ele entra na briga com as ferramentas de imagem do Google, da OpenAI e da Meta, segundo o TechCrunch.

A novidade já está disponível para todos os usuários, no mundo todo.

O que o Craft tem de diferente

A maioria dos geradores de imagem recebe um pedido em texto e tenta criar a imagem de uma vez. O Canva Craft trabalha em duas etapas, de acordo com o TechCrunch:

  1. Planejamento: primeiro, a IA interpreta o pedido e monta um plano com a posição de cada elemento, o tamanho relativo das coisas, o que deve chamar mais atenção e onde vai o texto.
  2. Geração: depois, ela cria a imagem seguindo esse plano, com resolução de até 2K e em mais de 30 formatos diferentes, como quadrado para o feed, vertical para stories ou horizontal para apresentações.

Segundo a empresa, esse método ajuda a resolver dois problemas clássicos das IAs de imagem: textos ilegíveis, com letras tortas ou palavras inventadas, e objetos fora do lugar. Também deve facilitar ajustes pontuais, mudando uma parte da imagem sem bagunçar o resto.

Treinado com designs, não com fotos

Outro ponto curioso: em vez de aprender principalmente com fotografias, o Craft foi treinado com milhões de modelos criados por pessoas dentro da biblioteca do próprio Canva, como pôsteres, posts para redes sociais, infográficos e cardápios, segundo o The Verge.

Isso faz sentido para o público do Canva, que quer mais uma arte pronta para usar do que uma foto realista. E, de acordo com o TechCrunch, as imagens geradas podem ser convertidas em designs com camadas editáveis, o que permite trocar textos, cores e elementos depois.

O The Verge informa que, no momento do lançamento, o Craft aparecia em quarto lugar num ranking colaborativo de geradores de imagem, atrás apenas de modelos da OpenAI.

Como usar

Segundo o The Verge, para experimentar o Craft basta:

  • abrir o Canva;
  • tocar no menu de três pontos na barra lateral esquerda;
  • escolher a opção Dream Lab.

Algumas dicas para ter resultados melhores com qualquer gerador de imagens:

  • Seja específico: diga o tipo de peça (convite, post, banner), as cores, o estilo e o texto exato que deve aparecer.
  • Escreva o texto entre aspas para a IA entender que ele precisa aparecer na arte.
  • Peça variações e ajuste aos poucos, em vez de tentar acertar tudo de primeira.
  • Revise sempre: confira nomes, datas e valores antes de publicar ou imprimir.

Por que o Canva quis ter a própria IA

Até agora, o Canva usava modelos de outras empresas para gerar imagens. Ter um modelo próprio dá mais controle sobre qualidade e velocidade e, segundo o TechCrunch, deve ajudar a reduzir custos. A empresa também anunciou que prepara versões mais rápidas e econômicas, chamadas Craft-fast e Craft-ultrafast, e que pretende permitir o uso do Craft dentro de assistentes como ChatGPT e Gemini.

Parte do trabalho veio da Leonardo.ai, plataforma de geração de imagens que o Canva comprou em 2024.

Cuidados com imagens feitas por IA

Ferramentas assim facilitam muito a vida de pequenos negócios, professores e criadores de conteúdo, que conseguem uma arte bonita em segundos. Mas vale lembrar alguns cuidados:

  • não use a IA para criar imagens que enganem, como falsos anúncios, documentos ou fotos de pessoas reais;
  • evite imitar marcas e logotipos de terceiros;
  • em contextos sensíveis, como saúde ou política, deixe claro quando uma imagem foi gerada por IA.

Segundo o The Verge, o Canva afirma que o Craft tem filtros de moderação e ferramentas de denúncia. Ainda assim, o bom senso de quem cria continua sendo a melhor proteção.

Com informações de TechCrunch e The Verge.

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