PS5 desbloqueado: entenda o Relapse, o emulador de PS2 e os riscos
Jailbreak do PS5 roda jogos de PS2 e virou loja pirata com mil títulos. Veja como funciona, o que a Sony arrisca e por que não vale a pena para você.

O PlayStation 5 vive semanas agitadas. Depois de anos sem brechas públicas, o console da Sony ganhou um desbloqueio que permite rodar programas não autorizados, e a comunidade correu para explorar a novidade. Já tem PS5 rodando jogos de PlayStation 2 e até uma loja não oficial distribuindo jogos piratas. Segundo o Voxel, do TecMundo, a situação virou uma dor de cabeça diária para a empresa.
Abaixo, explicamos os três nomes que mais aparecem nessa história e o que eles significam para quem tem um PS5 em casa.
Relapse: o desbloqueio que abriu a porta
O Relapse é o jailbreak do PS5. Ele se tornou público no fim de setembro e explora falhas do sistema do console para executar códigos que a Sony não autorizou. Com isso, é possível rodar o chamado homebrew, nome dado a aplicativos e ferramentas criados pela comunidade.
Alguns detalhes importantes, de acordo com o TecMundo:
- funciona apenas em versões do sistema entre a 7.00 e a 14.10, tanto no PS5 comum quanto no PS5 Pro;
- não é permanente: ao reiniciar o console, é preciso ativar o ambiente de novo;
- dá acesso ao "coração" do sistema, o kernel, o que abre espaço para quase tudo.
Na prática, quem atualizou o console para versões mais novas está fora do alcance do Relapse, ao menos por enquanto.
PS5SX2: jogos de PS2 no console novo
O projeto que mais encantou os nostálgicos é o PS5SX2, uma adaptação do PCSX2, um dos emuladores de PS2 mais conhecidos no computador. Emulador é um programa que imita o funcionamento de outro aparelho, permitindo que jogos antigos rodem em hardware diferente.
As versões mais recentes trouxeram opções de resolução, texturas em alta definição e até rodar alguns jogos a 60 ou 120 quadros por segundo. O que mais repercutiu, porém, foi o suporte experimental para ler discos originais de PS2, copiar os dados e iniciar o jogo pelo emulador.
Isso incomodou porque, desde o lançamento, a Sony dizia que não havia como colocar esse recurso no PS5. Ainda assim, vale o alerta do próprio TecMundo: isso não é retrocompatibilidade oficial. Depende do desbloqueio, de software da comunidade e de configuração compatível, e muitos jogos não funcionam direito.
Overdrive: a loja pirata
O lado mais problemático é o Overdrive, uma loja não oficial para consoles desbloqueados. A aparência lembra a PlayStation Store, mas em vez de preço aparece o tamanho do arquivo. O catálogo passa de mil jogos de PS4 e PS5, incluindo grandes lançamentos recentes.
Aqui não há meio-termo: esses jogos não foram liberados pelas produtoras. É pirataria, distribuída sem autorização de quem tem os direitos.
E o GTA 6?
A pergunta que muita gente faz é se tudo isso ameaça o lançamento de GTA 6, previsto para novembro. A preocupação natural da indústria é que brechas assim facilitem cópias ilegais de jogos novos. Por outro lado, o desbloqueio só funciona em versões antigas do sistema, e jogos recentes costumam exigir atualizações do console, o que tende a deixar quem está desbloqueado para trás.
Por que não vale a pena arriscar
Pode parecer tentador ter mil jogos de graça ou rodar seus discos de PS2, mas os riscos são reais:
- banimento: a Sony pode bloquear o console ou a conta na PSN;
- perda de garantia: modificar o sistema pode anular o suporte oficial;
- segurança: programas de origem desconhecida podem trazer código malicioso;
- ficar preso no passado: para manter o desbloqueio, é preciso evitar atualizações, perdendo jogos online, correções e recursos novos;
- questão legal: baixar jogos piratas é infração de direitos autorais.
O que fazer se você tem um PS5
Para a maioria das pessoas, a recomendação é simples: mantenha o console atualizado pelas configurações do sistema, compre jogos em lojas oficiais e desconfie de vídeos ou sites que prometem "desbloqueio fácil", principalmente os que pedem pagamento ou download de arquivos estranhos. Golpistas adoram surfar em assuntos assim.
Se o interesse é jogar clássicos, a PlayStation Store e o PS Plus Deluxe oferecem parte do catálogo antigo de forma legal. A movimentação da comunidade, aliás, pode ser um recado para a Sony ampliar essa oferta.
Com informações de TecMundo (Voxel).


