ChatGPT ganha perfil público compartilhável; veja o que aparece nele
Novo perfil do ChatGPT mostra nome, foto, bio e métricas de uso, mas não as conversas. Veja como compartilhar, personalizar ou deixar privado.

O ChatGPT está ficando um pouco mais parecido com uma rede social. A OpenAI começou a liberar perfis compartilháveis, uma página pessoal que funciona como um cartão de apresentação dentro da plataforma. Nela podem aparecer nome, foto, biografia, números de uso e até sites criados com a ferramenta.
Segundo o Canaltech, o recurso está disponível para quem usa os planos Free, Go, Plus, Pro e Business, ou seja, inclusive para quem não paga nada. A OpenAI prevê levar a novidade também aos planos Enterprise, Edu e Healthcare.
Calma: suas conversas não aparecem
A primeira dúvida de muita gente é sobre privacidade, e a resposta é tranquilizadora. De acordo com o Canaltech, o perfil não mostra os títulos nem o conteúdo das conversas que você teve com o ChatGPT.
Além disso, o perfil já vem privado por padrão. Ele só fica visível para outras pessoas se você mudar a configuração manualmente.
O que pode aparecer no perfil
Quando você decide tornar o perfil público, ele pode exibir:
- nome de exibição, nome de usuário, foto e biografia;
- quantidade de mensagens enviadas no chat;
- uso de tokens nas ferramentas Work e Codex, voltadas a trabalho e programação;
- métricas de atividade por dia, semana e no total;
- sequências de uso (os chamados streaks), calculadas com base no Work e no Codex;
- os plugins mais usados;
- uma vitrine com até 12 sites criados por você e configurados como públicos.
Tokens, para quem não está familiarizado, são os pedacinhos de texto que a IA processa. Quanto mais você usa, maior o número.
Como compartilhar seu perfil
O passo a passo é simples:
- Acesse chatgpt.com/profile pelo navegador ou pelo app de computador.
- Toque em Compartilhar.
- Em "Quem pode ver seu perfil", escolha Qualquer pessoa com o link.
- Copie o link e envie para quem quiser.
O endereço segue o formato chatgpt.com/u/seu-nome-de-usuario. Um detalhe importante: quem recebe o link precisa estar conectado a uma conta do ChatGPT para ver a página. E, se você mudar o nome de usuário depois, o link antigo para de funcionar.
Dá para esconder de alguém específico?
Não. Segundo o Canaltech, não existe opção para bloquear pessoas específicas. Quando o perfil está público, qualquer pessoa conectada que tenha o link consegue ver. Se quiser impedir o acesso de alguém, a única saída é voltar o perfil para privado, no mesmo menu Compartilhar.
Também dá para personalizar
Além de nome, foto e bio, é possível mudar o tema e o layout da página e escolher quais seções aparecem. Se você não quer mostrar quantas mensagens manda por dia, por exemplo, basta esconder essa parte.
E no trabalho?
Quem usa o ChatGPT Business, versão para empresas, tem regras diferentes. Nesses casos, os perfis ficam visíveis por padrão para os colegas do mesmo espaço de trabalho, e quem decide se eles podem ser privados é o administrador da empresa.
O Canaltech destaca que os dois mundos ficam separados: tornar o perfil pessoal público não expõe o que você faz no ChatGPT da empresa, e pessoas de fora não conseguem ver o perfil corporativo.
Por que a OpenAI está fazendo isso
O movimento faz sentido para uma empresa que quer transformar o ChatGPT em muito mais que um chat. Com ferramentas para criar sites e programar, o perfil vira uma espécie de portfólio, onde a pessoa mostra o que construiu com a IA. As métricas e sequências de uso, por sua vez, lembram mecânicas de jogos e redes sociais que incentivam a voltar todo dia.
Vale a pena deixar público?
Para a maioria das pessoas, não há motivo para mudar nada: o perfil continua privado e nada muda no uso diário. Já quem trabalha com tecnologia, design ou programação pode aproveitar a vitrine de sites para mostrar projetos a clientes ou recrutadores.
De qualquer forma, vale a regra de sempre: antes de deixar algo público, confira o que está aparecendo. A biografia e a foto, por exemplo, podem revelar mais do que você imagina para quem recebe o link.
Com informações de Canaltech.

