Alta da memória RAM derruba vendas de PCs no mundo; entenda o impacto

Vendas globais de computadores caíram 21% no 3º trimestre com a alta de memória, SSD e chips. Veja por que isso afeta o seu bolso e o que fazer.

Por Redação Plugado News · · 3 min de leitura

Se você andou pesquisando preço de notebook ou de computador e levou um susto, não está sozinho. As vendas globais de PCs caíram 21% no terceiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a consultoria Counterpoint Research, citada pelo The Verge. O principal motivo é a disparada no preço das peças, especialmente da memória RAM.

O que está acontecendo

De acordo com o The Verge, a venda de computadores vinha crescendo havia mais de dois anos seguidos, até o segundo trimestre de 2026. Nos últimos meses, porém, ficaram mais caros:

  • a memória RAM;
  • os SSDs, que guardam os arquivos;
  • os processadores de fabricantes como Intel, AMD e Qualcomm.

Com as peças mais caras, os computadores prontos também subiram de preço, de notebooks da Apple até pequenos computadores usados por estudantes e entusiastas. E, com preços mais altos, muita gente decidiu esperar para trocar de máquina.

O problema não é só dos PCs. Segundo o The Verge, as vendas de celulares no mesmo trimestre chegaram ao menor nível em 14 anos.

Por que a memória ficou tão cara

O assunto vem sendo acompanhado de perto pela imprensa especializada como uma "crise global de memória". Uma explicação bastante citada no setor é a enorme demanda dos data centers de inteligência artificial, que consomem quantidades gigantescas de memória e chips e acabam disputando a produção com computadores e celulares comuns.

Para tentar segurar os preços, algumas fabricantes estão até voltando a usar tecnologias mais antigas, como memória DDR4, segundo o The Verge.

Pelas projeções, não. A Counterpoint espera uma queda ainda maior, de 27%, no quarto trimestre de 2026, e um mercado praticamente estável em 2027. Um diretor da consultoria resumiu a ideia dizendo que estabilizar não é o mesmo que se recuperar.

Outro efeito citado pela Counterpoint: fabricantes estão priorizando configurações que absorvem melhor a alta dos componentes, o que deixa menos opções baratas para quem tem orçamento apertado.

Os dados são globais. No Brasil, onde impostos e câmbio já pesam, a tendência é que a alta das peças também chegue às prateleiras.

O que fazer se você precisa de um computador

Não há fórmula mágica, mas algumas atitudes ajudam a gastar menos ou adiar a compra:

Se o seu computador ainda funciona

  • Faça uma limpeza. Desinstale programas que não usa e desative os que abrem sozinhos com o sistema.
  • Troque o HD por SSD, se o seu computador ainda usa disco tradicional. Costuma ser o upgrade que mais deixa a máquina rápida.
  • Use o navegador com moderação. Dezenas de abas abertas consomem muita memória.
  • Mantenha o sistema atualizado para continuar recebendo correções de segurança.

Se você precisa mesmo comprar

  • Defina o uso antes. Para estudar, navegar e usar redes sociais, um modelo de entrada costuma bastar.
  • Considere recondicionados de lojas confiáveis, com nota fiscal e garantia.
  • Compare o preço total, incluindo frete e parcelamento com juros.
  • Desconfie de preços bons demais em sites desconhecidos. Em época de alta, golpes com lojas falsas costumam aumentar.

O que isso diz sobre o momento da tecnologia

A corrida pela inteligência artificial tem lado bom e lado ruim. Ao mesmo tempo em que traz ferramentas novas para o dia a dia, ela disputa os mesmos recursos usados para fabricar os aparelhos que a gente compra. Enquanto a produção de memória não alcançar a demanda, o consumidor deve continuar sentindo esse efeito no bolso, seja no notebook, no celular ou até no videogame.

Com informações de The Verge, com dados da Counterpoint Research.

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